motim das entrelinhas

motim das entrelinhas
porque nem tudo é como deve ser...

Março 15, 2012

poema-retrato?

henrique:
imperativo do verbo henriquecer.
hiperativo do verbo enriquecer.

Janeiro 28, 2012

mocinha XXXVI

ela me deu a mão
ah... se pá, vão!

Janeiro 22, 2012

em boa hora

embora eu quisesse,
sou incapaz de sentir
raiva de quem merece.

embora ela me dissesse,
que comigo queria estar,
agora me entristece.

embora triste eu queira ficar,
são tantos calos,
que não vou me calar.

embora calado eu deva estar,
cá ao meu redor,
o mundo só fala de amar...

elementar

engraçado é saber
que ela tem vinte anos
e certa maturidade,
e ver
que quando necessário for
ela não me dará o amor
mas ficará presa à própria idade,
inventando centenas de calamidades
e sofrimentos mil...

engraçado é saber
que quem tem vinte anos
se reserva à particularidade
de agir como um idiota
que tem vinte anos.

mocinha XXXV

enquanto eu era o fort knox,
passava simpsons na fox.

Janeiro 04, 2012

daniela

daniela...

quis ir dani...
que se dane...
quis ir daniela...
que se dane ela...

tempo

o tempo passa
os milênios mudam
os séculos viram
as décadas trocam
os anos seguem
os meses esticam
as semanas fluem
os dias vêm e vão

e, em vão

as horas estacionam
os minutos se arrastam
os segundos me torturam...

aí, num átimo, percebo
que em momento algum, recebo
para ser tão lógico
quant'um ponteiro d'um relógio...

fuga

fuga
parece ser uma constante
ruga
que brota, num instante...

em que uma lágrima,
quas'é arrancada,
como uma página
dum livro da minha estante...

top

é um tal de top 10,
top of the world,
top spinning,
top grinding,
top roundabouting,
top 20, 100, 50
é tanto top
que eu quero que você se top, top, top...
tope!
topa?

o que acontece?

é quando chega a hora
que o pensamento sai para fora
e quer saber o que acontece
quando ela, sua teia tece,
tão bela, tão preta
tão viúva, tão negra...

mocinha XXXIV

enquanto os fogos explodiam no céu
meus lábios se enchiam de mel...

Dezembro 14, 2011

indeciso

não sei se abandono o mau
e traço meu caminho ao céu
não sei se sou eu o tal
e vou te beijar sem o véu
não sei se sou cara de pau
e te ligo a cobrar pela embratel
não sei se estou passando mal
e preciso tomar xarope com mel

só sei disto:
só?
sei.
conquisto!

apenas não sei se vale a pena...

Dezembro 05, 2011

ai

por quanto tempo foi
que me amarrei tanto assim?

por um sonho que eu quisera
nunca tivesse de ter fim

Novembro 26, 2011

chuvinha

e fluo na água da copasa,
assim,
boiando na brisa...

Novembro 22, 2011

a solução dela?

ela ama a cena noturna,
rainha dos bares,
só vivendo pela diversão...

dominando cada pista,
dançarina,
como se ela fosse a única!

sob a luz do holofote,
a noite inteira,
beijando todo mundo...

e tentando parecer,
um pouco inocente,
enquanto chupa o dedão!

vestida que nem princesa,
aposto que sua pele tem o melhor aroma
de todas as flores de um deserto...

ela é muito mais legal
e fica mais bonitinha
com alguma coisa na boca!

Outubro 05, 2011

borboletas

borboletas estão na visita à flora,
no enfeite do cabelo,
na estampa do vestido da senhora...

borboletas estão na natureza,
saindo dos casulos,
voando, espalhando a beleza...

borboletas estão na perna do indígena,
que, sentado, contempla,
o desabrochar da primavera serena...

borboletas estão na sua barriga,
na mesa do carpinteiro,
segurando recém esculpida viga...

borboletas estão na quina do armário,
pregadas ali, e lá,
numa prateleira de um borboletário...

borboletas estão no centro do pecado,
pudera! até se renderam,
e foram parar no mercado!

Setembro 26, 2011

sem entrelinhas?

sem entrelinhas?

Me convida!
Apenas na tua presença,
Vou

Pronunciar:

eu te amo.

Setembro 16, 2011

polo

para princesa:
por portas passei,
para prisões passar.
pelos pátios pedi,
para pulsões pagar.
posso pular passagens,
para posições pegar.
peço por parlamento,
para poder prosperar.
pois pássaro preto,
pendurado, não pode voar...
portanto, pomba,
porta-paz, para!
perante prezada pessoa,
pô!
pronde?
pra quê?
por quê?
pour quoi?
peraí, pó pará!
paratituntum
paratintuntá!

marco

minhas marquesa,
muitas modas me matam,
muitos medos me mudam,
muitas moedas me meiam,
muitas moelas me melam,
muitos muros me miram,
muitas miras me moldam.

mas, movo-me, ao menos...

Setembro 09, 2011

sabe o couchet?

sabeocouchet
sábiocouchet
sáciocouchet
saciocouchet
sacioucucheio
sacoucheio
sacocheio
dessa vida...

se eu soubesse

ah, magali!
não teria inventado
ter amarrado
a minh'égua ali...

ah, mônica!
não seria preferível
um amor impossível
em escala jônica?

é, magali...
pintada num quadro,
no canto de um quarto,
a la salvador Dalí!

é, mônica!
eu achei que daria,
que te encantaria,
mas não sei a tônica!

Setembro 04, 2011

do pré, hein?

marcha soldado, cabeça de papel
se não marchar direito, vai preso no quartel
o quartel pegou fogo, maria deu sinal
acode, acode, acode a bandeira nacional!

no repente com o mestre jonas - parte 2

eu vi uma amazona,

que tinha uma voz massa.
falava, em alto som,
sutilezas de bom tom.
não era a garota de ipanema
e eu nem sou o tom jobim,
mesmo assim, escutei.
ela cantando pra mim.
e ela cantava palavras
sujas, cruas e nuas:
"nu antes! senão,
meu bem, sem nuances..."
então... “entonces”
canta gostosinho assim, pra mim
vou fazer de você uma pedra
pra assar a minha bisteca!

eu vi uma outra amazona,
que nem tinha um “vozeirão” assim,
um tanto quanto desafinadinha
mas como mulher, um tanto quanto gostosinha
ela se defendia pela esquerda
pulava e se agitava... que danada!
mas eu sabia que era na mão direita
que ela se orgulhava de segurar a espada!
habilidosa com as armas
se mostrava uma guerreira
segurou na minha espada
e eu arrumei uma gagueira
é... ai... hum... hum... ai...
de-de-devagar é bo-bom.. vai...
vo go... go... go cair no chão
desculpa to tara... tara..., foi “mals”, voou na sua cara?

eu vi uma terceira amazona
que, quando cantava, eu me derretia.
enquanto seu carvão assava
eu, suado, me entretia
com a bisteca já assada,
de espada já na mão,
arrumei outra gagueirada,
soprando seu coxão.
só que pr’esse churrasco,
o espeto tem que ser santo:
firme, em riste, nunca triste,
porque ela sabe rodar pra todo canto...
ela é tanta carne, que me esqueci da cantoria...
passei mal já nas “coxa”, imagina nas “maminha”!
ela se lambuza? é “chã de dentro”.
ela bate as asinhas? é “chã de fora”.

de churrasco e de guerreira
tive indigestão,
agora vou de fruta
vou comer a “melão”.
ponha dois nessa bandeja
porque tudo vale, quando azul é o céu
e reparta comigo a “melancia”
pra eu saborear a “tangerina”.
deixa eu provar a sua polpa
pra fazer uma salada,
eu te dou minha cenoura
e você dá uma “ralada”.
qual é, gata... abaixa aqui!
eu quero descascar, todo o teu “abacaxi”!
mas, por favor, faça o que eu pedi
raspa todo, deixa liso seu “kiwi”!

Agosto 28, 2011

inacreditável!

se eu puder a licença tomar...
e uma verdezinha despejar...
jessica rabbit tem que chupar...

Agosto 14, 2011

tropicália I

quanto mais doce o abacaxi,
mais amargo o gole d'água

Agosto 11, 2011

flecha-back!

back on the track?
de volt'aos eixos!

back on the jack?
de volt'aos seios!

back on the smack?
de volt'aos beijos!

back on the staff?
de volt'aos seixos!

Agosto 09, 2011

jupiteriano

pronto! aprendeu
a rasgar a realidade
de forma branda

branco verão
aprumou para
preto inverno

passa pressão,
passa na praça,
com propriedade

pois pra ti,
primeira dama,
primo a pressa!

Agosto 07, 2011

quando é bom

eu pago de caetano mesmo!

ação sem reação

levar o amor
levar o perdão
levar a união
levar a fé
levar a verdade
levar a esperança
levar a alegria
levar a luz

consolar
compreender
amar
dar
perdoar

sair do casulo para voar

Julho 27, 2011

eu acho que sei...

ela é minha menina...
e eu sou o menino dela...

mas será que ela já sabe?